CIÊNCIA DOS MAPAS…

Usos da Cartografia

universo008.gifFonte:IBGE

Historicamente o uso da Cartografia esteve restrito às questões de segurança e integração nacional. Todavia, com o reconhecimento da necessidade da componente geográfica do desenvolvimento, há uma demanda crescente de informações precisas e articuladas acerca dos diferentes territórios que compõem o espaço geográfico brasileiro, de modo que se tenha um diagnóstico permanente de suas necessidades e potencialidades. Esse conhecimento aprofundado acerca do território nacional é fundamental para nortear a atuação governamental. Revela-se aí, portanto, a importância da Cartografia como instrumento de planejamento e gestão pública.A seguir, são citados alguns exemplos de setores que utilizam a Cartografia para o desenvolvimento de suas diversas atividades.
  • Agronegócios
      Identificação de culturas, bacias hidrográficas, zoneamento rural e florestal, cadastro técnico rural, barreiras sanitárias e desenvolvimento rural.
  • Petróleo e gás
      Controle de exploração de bacias petrolíferas, oleodutos e análise de projetos.
  • Energia elétrica
      Identificação de pontos estratégicos para geração de energia elétrica, projetos de usinas hidrelétricas, controle das linhas de transmissão e das redes de distribuição. Controle, fiscalização e projetos de subestação e linhas de transmissão.
  • Telecomunicações
      Identificação de posicionamento estratégico para instalação de antenas captadoras e/ou repetidoras, estudos para cumprimento de metas reguladoras da concessão, para atendimento a novos clientes e áreas geográficas diversas.
  • Monitoramento e abastecimento de água
      Identificação e representação das bacias hidrográficas, propiciando estudos para seu gerenciamento (governamental e por comitês), bem como do potencial hídrico, da potabilidade das águas, de projetos que possam produzir poluição. Subsídio a ações reguladoras e de provimento de água.
  • Saneamento
      Estudos, identificação e representação das formas de esgotamento sanitário, objetivando sua detecção, avaliação de impactos ao meio ambiente e melhoria/ adequações para preservar principalmente a saúde das comunidades.
  • Mineração
      Estudo, controle, fiscalização, licenciamento de áreas para exploração de minerais, de garimpos e monitoramento de resíduos.
  • Transporte
      Elaboração de projetos, fiscalização e manutenção de rodovias, ferrovias, pistas de aeroportos, portos e obras.
  • Área indígena
      Identificação, demarcação e controle das áreas indígenas. Monitoramento do uso e exploração de terras indígenas.
  • Meio ambiente
      Controle e fiscalização de parques, reservas, recursos naturais e áreas degradadas. Identificação de fontes poluidoras. Zoneamento ecológico econômico. Planos de gestão ambiental. Controle e fiscalização de áreas com reflorestamento. Acompanhamento de desmatamentos e queimadas.
  • Administração pública
      Planejamento e desenvolvimento territorial, ambiental, social e econômico de regiões, estados e municípios. Elaboração de bases cartográficas plano-altimétricas estruturadas, mapas regionais, estaduais, e municipais.
  • Reforma agrária
      Elaboração de Cadastro Técnico Rural, identificação de áreas não aproveitadas para manejo agrícola, avaliação e identificação de áreas propícias para reforma agrária e tributação e avaliação de imóveis rurais.
  • Base territorial(Geoestatística)
      Elaboração de mapas territoriais de unidades político-administrativas (municípios, distritos, cidades, bairros, vilas e
    • povoados) e operacionais (setores censitários), que retratam a visão municipal e viabilizam o planejamento da logística e o controle das operações censitárias, como também a espacialização (referenciamento geográfico) de informações estatísticas (demográficas, econômicas, ambientais e outras de cunho social).
  • Outros
      Outros campos de utilização da Cartografia incluem: segurança institucional, setor náutico, aeronáutico, defesa militar.
  • Fonte: IBGE

__________________________________________________________________________

ESCALAS

Geografia: Quanto maior for o mapa, maior será a escala

EDER MELGAR
da Folha de S.Paulo

Muitos vestibulandos esquecem-se de dar a devida atenção aos assuntos básicos e entre eles um dos mais esquecidos é o conceito de escala e sua correta utilização.

Escala é o nome que damos àquela proporção que às vezes aparece junto aos mapas. Por exemplo, a notação 1:100.000 (lê-se um para 100 mil) significa que o mapa é 100 mil vezes menor do que o original e que cada medida na carta corresponderá a um tamanho 100 mil vezes maior na realidade. Se a distância entre duas cidades no mapa é de um centímetro, na realidade será de 100 mil centímetros, o que corresponde a mil metros ou a um quilômetro.

Muitas vezes, os alunos têm dificuldade em fazer a conversão de centímetros para quilômetros ou o contrário. Se você estiver nessa situação, peça ajuda urgentemente ao seu professor.

Uma grande confusão ocorre quando as questões de vestibular cobram quais os tipos de escala mais adequados para representar um fenômeno em níveis de detalhes diferenciados. Por exemplo, para representar algumas ruas no mapa de uma cidade da América, precisamos de escala maior ou menor do que aquela utilizada para representar apenas os países do continente americano? Se o raciocínio matemático não for o seu forte, anote a seguinte regra prática: quanto maior o mapa, maior é a escala, portanto, quanto menor o mapa, menor a escala. Com base nisso, pense da seguinte maneira. Para enxergar detalhes, como as ruas de uma cidade em um mapa da América, ele deve ser maior do que o mapa onde esse nível de detalhe não interessa, onde só a observação dos países do continente já é suficiente. Se o que mostra as ruas é maior, então sua escala é maior do que a do outro onde as ruas não são visíveis. Resumindo: se o mapa é maior, vemos mais detalhes, e a escala é maior. Se o mapa é menor, vemos menos detalhes, e a escala é menor.

Eder Melgar é coordenador de geografia do curso Intergraus

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.