| Amazônia em alerta ! |
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por Ana Elisa Arnold Como de costume, mais uma vez a Amazônia não vai nada bem. Depois de anos em queda, parece que o desmatamento na região voltou a subir. Assim afirma uma reportagem publicada no jornal britânico The Guardian. Com o título, A Amazônia queima mais uma vez, a reportagem aponta tais indícios baseada na observação do grande número de incêndios que vêm afetando a floresta. A queima das matas é usada por pecuaristas, madeireiros ilegais e produtores de soja para preparar a terra. No entanto, o que ocorre é que, muitas vezes, esse processo foge ao controle, atingindo áreas que não se desejava queimar. Segundo o jornal, satélites do governo registraram em agosto 16.592 focos de incêndio, em sua maioria gerados na Amazônia. O periódico ainda destaca que, nos últimos anos, foram intensas as declarações do governo de que o desmatamento da região estava sendo amenizado. Chegou até a alardear uma queda de 30% na redução de florestas tropicais, remetendo o resultado a um plano oficial lançado em 2004. Pelo visto, as boas notícias parecem estar perto de acabarem. The Guardian destaca que já há sinais de que a destruição das florestas está ganhando cada vez mais corpo. No Mato Grosso e no Pará, por exemplo, existem relatos de que o desmatamento vem aumentando, em função da derrubada de árvores e dos incêndios, consumidores de milhares e milhares de mata virgem. Outro fator apontado pelo jornal é que, com os aumentos do preço da soja e da carne, crescem as chances de lucro para os exportadores destes alimentos, trazendo novamente à Amazônia o panorama “sombrio”.
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| Amazônia viva |
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por Ana Elisa Arnold Para orgulho nacional, novas espécies surgem para complementar a lista de nossa rica e famosa biodiversidade. Uma expedição realizada recentemente as encontrou na região do interflúvio (níveis de relevos que separam os fundos de vales) dos rios Purus e Madeira, na região amazônica do Brasil. De acordo com os especialistas, pelo menos quatro espécies novas de aves e uma de macaco foram encontrados, além de diversos tipos de insetos e plantas. Ainda não se sabe ao certo quantas novas espécies foram descobertas no total, mas novos artigos científicos devem ser divulgados, bem como as imagens dos queridos “novatos”. Os cientistas explicam que o motivo de toda essa biodiversidade na região do interflúvio Purus-Madeira, se dá pelos diferentes ambientes que possui, desde florestas, campos naturais não-florestais e regiões de bambus. Afirmam ainda que, como a área é pouco explorada, a tendência de se encontrar novas espécies em meio a essa heterogeneidade, é bem grande. Quem promoveu as expedições foi o Projeto Geoma, formado por entidades científicas de diversas áreas diferentes, entre elas o INPA, o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE) e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Ainda não há uma previsão de retorno à região, mas os cientistas afirmam que planejam voltar para a coleta de novos dados e, assim, aumentar mais e mais nossa lista famosa na fauna e flora brasileiras |
